Inglês Bíblico

Inglês BíblicoPessoal, hoje gostaria de deixar um convite para a galera que curte inglês.

Estou começando com o perfil @inglesbiblico no Instagram. Compartilharei por lá dicas de vocabulário, expressões idiomáticas e curiosidades, sendo tudo voltado predominantemente para o mundo cristão.

Acredito que o conteúdo será especialmente proveitoso para aqueles que possuem vocação ao trabalho missionário ou interpretação/tradução. Contudo, qualquer pessoa interessada em aprofundar seus conhecimentos da língua inglesa poderá se beneficiar das postagens.

E então? Quer melhorar seu inglês e, de quebra, aprender um pouco mais sobre a Palavra de Deus? Então acompanha lá o @inglesbiblico! 😉
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Para este ano, alegria! :)

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Fonte da imagem: http://bit.ly/2iBnmdL

Ano passado, tive o prazer de ler o livro “Pollyanna”, de Eleanor Porter. Trata-se de um romance clássico da literatura infanto-juvenil que fez muito sucesso nos Estados Unidos quando foi publicado, em 1913. A história gira em torno de uma cativante menina de 11 anos, que contagia a todos com a sua maneira super-entusiasmada de lidar com os problemas da vida. Seu segredo estava num “jogo” que ela havia aprendido com o pai, o “Jogo do Contente”. O objetivo do jogo é muito simples: procurar motivos para se alegrar em toda e qualquer situação da vida. Soa familiar? Se você é cristão, provavelmente já se deparou com este verso escrito pelo apóstolo Paulo: “Regozijai-vos sempre.” (1Ts 5:16).

De fato, a inspiração para o “Jogo do Contente” veio diretamente das Escrituras. O pai da menina notou que a Bíblia continha um sem-número de versículos relacionados a “alegria”, “regozijo”, “contentamento” e correlatos. Numa busca rápida, verifiquei 238 ocorrências só para formas do verbo “regozijar” (rejoice, em inglês) e 340 para “alegria”/”alegre” (joy e glad, em inglês). Sem dúvida, podemos ver que a alegria faz parte de Deus e, certamente, é algo que Ele tem para seus filhos!

Infelizmente, muitos ainda veem como irreconciliáveis o caráter cristão com uma vida de alegria e regozijo. Em muitos círculos, ainda persiste o estereotipo de que “quanto mais triste e carrancuda uma pessoa, mais ‘santa’ e espiritual ela é.” Nada poderia estar mais longe da verdade!

Além do próprio senso de satisfação, a alegria tem uma capacidade enorme de alavancar o potencial que temos em todas as áreas: na vida espiritual, pois o fruto do Espírito é “amor, alegria, paz…” (Gl 5:22a); na família, pois quem está feliz cuida melhor dos seus; na saúde, pois “o coração alegre é bom remédio” (Pv 17:22); no trabalho, pois se tem mais disposição e criatividade para fazer “com todas as forças aquilo que vier à mão para realizar” (Ec 9:10). “Comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem.” (Sl 128:2).

É útil fazermos uma distinção entre os conceitos de “alegria” e “felicidade”. A primeira está relacionada a um senso mais profundo e estável de paz e satisfação que independe das circunstâncias da vida, ao passo que a última está mais associada a sentimentos fugazes de prazer.

Acredito que não seja nada sadio viver para perseguir algo tão efêmero e volátil como a felicidade. Porém, creio que viver níveis maiores e mais constantes de alegria não só é sadio, mas também desejável. Mais ainda, é possível experimentar alegria num momento infeliz. Para isso, precisamos estar conectados com Deus e cultivar em nossos corações duas virtudes: gratidão e confiança.

A gratidão fala do que Deus já fez em nossas vidas. A confiança aponta para o que Ele prometeu fazer. Uma fala do passado, a outra, do futuro. Uma fala de Sua bondade, a outra, de Sua fidelidade. Uma fala de realização, a outra, de esperança. Uma fala de reconhecimento, a outra, de expectação. Uma fala de louvor, a outra, de adoração. Uma fala de recordação, a outra, de concepção. Uma fala das maravilhas feitas no Egito, a outra, da terra que mana leite e mel. Uma fala de testemunho, a outra, de fé.

Que possamos cultivar essas virtudes no novo ano para que sejamos pessoas que transbordem de alegria, tanto nos dias bons quanto nos dias maus. Como a menina Pollyanna costumava dizer: “Nos momentos mais complicados da vida, é que o Jogo do Contente se torna mais difícil e interessante”. O apóstolo Paulo, por certo, foi um ótimo “jogador”. Mesmo preso, ele foi enfático em suas palavras: “Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos.” (Fp 4:4 – ênfase minha).

É nas situações mais árduas da vida que devemos olhar para o alto e nos alegrarmos na esperança, sermos pacientes na tribulação e, na oração, perseverantes (Rm 12:12)! “Portanto, não vos entristeçais; porque a alegria do Senhor é a vossa força!” (Ne 8:10)

Um 2017 de muita alegria para todos nós!  🙂

Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que nos regozijemos e nos alegremos todos os nossos dias.” (Sl 90:14)

Organizando a Torre de Babel

Crédito da imagem: Google Art Project
“The Tower of Babel” – Pieter Bruegel the Elder – Crédito da imagem: Google Art Project

“De HEERE is mijn Herder, mij zal niets ontbreken”. Entendeu alguma coisa? Nem eu! (quer dizer, mais ou menos… não entendo a língua, mas, com a ajuda da Internet e do Google Translator, posso dizer que se trata do conhecido Salmo 23:1, só que em holandês!).

Holandês, inglês, chinês, alemão, árabe… Tantas línguas, e tão diferentes! Ao mesmo tempo, é impossível não notar a semelhança que muitos idiomas possuem (compare o português com o espanhol ou o italiano, por exemplo). Para nos ajudar a entender um pouco dessa miscelânea linguística, neste post veremos as principais famílias de idiomas do mundo. Antes disso, porém, vejamos como essa “bagunça” começou.

No princípio dos tempos, a terra era de uma mesma língua e de uma mesma fala (Gn 11:1). Porém, os homens tiveram a ideia de construir uma torre alta para enaltecimento próprio (e, segundo alguns teólogos, também para dedicação aos deuses da Mesopotâmia). A partilha de uma visão única, comunicada por uma língua comum, era tudo o que eles precisavam para levar a cabo o projeto. Foi nesse momento que Deus interveio, confundindo a sua língua e espalhando-os sobre a face de toda a terra (Gn 11:7, 8). O empreendimento ousado ficou conhecida como “Torre de Babel” (“confusão”, no hebraico): “Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra, e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra.” (Gn 11:9).

Como consequência desse episódio, acrescido de alguns milênios de história, temos hoje mais de 6500 línguas no mundo! São diferentes alfabetos, estruturas gramaticais, pronúncia,  dialetos, léxicos… Enfim, é mesmo uma verdadeira “salada linguística”! O mais interessante é que muitas das línguas existentes hoje possuem relações umas com as outras, pois se originaram de línguas ancestrais comuns. Essas relações nos permitem agrupar os idiomas em “famílias”, facilitando seu estudo, conforme ilustra o esquema abaixo.

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O esquema exibido é bastante simplificado (do ponto de vista linguístico), visando fornecer apenas uma visão macro de alguns dos grandes grupos de línguas, a saber:

  • Indo-europeias: Inclui as principais línguas da Europa. Este é o grupo com maior número de falantes nativos das famílias linguísticas conhecidas (mais de 3 bilhões de falantes). Existe bastante variação dentro deste grupo, com diversas subclassificações. No diagrama, por exemplo, exibimos o subgrupo das línguas germânicas, que por sua vez se subdivide em germânicas do oeste (alemão, holandês e inglês) e germânicas do norte (as da Escandinávia: dinamarquês, norueguês e sueco; e também o islandês). Neste grupo se encontra a família das línguas românicas, originárias do Latim, como o nosso português, o espanhol, o italiano e o francês. O subgrupo das línguas eslavas reúne principalmente as línguas do Leste Europeu (muitas das nações que faziam parte da antiga União Soviética).
  • Afro-asiáticas: Agrupa as línguas faladas no norte e no oriente-leste da África, na região do Sahel e sudoeste da Ásia. Neste grupo estão o árabe e o hebraico, por exemplo.
  • Sino-tibetanas:  Inclui os idiomas do extremo oriente, como o chinês, o tibetano e o birmanês. Uma característica comum a idiomas dessa família é o fato de serem tonais (isto é, a semântica varia em função do tom de pronúncia), sem flexões de palavras e monossilábicos.
  • Nígero-congolesas: Reúne, basicamente, as línguas da África subsaariana.
  • Austronêsias: Contém línguas faladas nas ilhas do sudeste asiático, do Pacífico, ilha de Madagascar… É uma das maiores famílias linguísticas do mundo em número de línguas (1244, de acordo com o Ethnologue).
  • Urálicas: Agrupa cerca de vinte idiomas, sendo os principais o húngaro, o finlandês e o estônio (ou estoniano). Acredita-se que tenham tido origem numa língua comum falada na região dos Montes Urais, uma cordilheira na Rússia que marca a fronteira entre a Europa e a Ásia. Repare que o finlandês, por estar neste grupo, é totalmente diferente das línguas dos demais países nórdicos.
  • Línguas isoladas: Este é o grupo das línguas “órfãs”, isto é, idiomas sem comprovado parentesco com outros, não pertencendo a nenhum tronco linguístico. Entre as mais conhecidas, estão o basco (Espanha), o coreano e o japonês (existe uma certa controvérsia em relação ao japonês, que tem sido reclassificado por alguns linguistas como pertencente a uma família própria com algumas outras línguas da região).

Línguas agrupadas numa mesma família (ou subgrupo) normalmente (mas não obrigatoriamente) possuem algum nível do que se chama de inteligibilidade mútua. Essa característica está relacionada ao grau de facilidade que um falante de uma língua pertencente a um grupo tem para entender outra língua do mesmo grupo sem grandes esforços ou estudos. Por exemplo, uma pessoa pode entender muita coisa de um texto em espanhol se souber português (ambas as línguas estão no mesmo grupo de línguas românicas). Já o inglês moderno e o holandês, apesar de estarem no mesmo subgrupo de línguas germânicas, tem um nível de inteligibilidade quase inexistente.

Obviamente, as línguas não vivem isoladamente umas das outras (ainda mais na era pós-moderna). Com o passar do tempo, é comum um idioma receber aportes de palavras de outro idioma (empréstimo linguístico). Um caso interessante é o do próprio inglês, que, apesar de ser classificado como uma língua germânica, possui em seu léxico cerca de 60% de palavras de origem latina (provenientes do latim e do francês).

Bom, depois de toda essa diversidade, só nós resta terminar este post com a gloriosa cena futura descrita em Apocalipse 7:9, 10:

Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos;
e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.

A máquina fotográfica das emoções

Se existe algo que acompanha o homem desde os tempos mais antigos é a música. Com sua infinidade de sons, manifestos através das mais variadas melodias, acordes, timbres e ritmos, a música alegra o nosso cotidiano e marca ocasiões especiais. Você já reparou como, muitas vezes, uma simples melodia possui a incrível capacidade de evocar, de maneira bastante vívida, sentimentos associados a situações pelas quais já passamos há anos?

Não há quem nunca tenha tido aquela sensação gostosa de nostalgia ao ouvir uma canção associada a momentos felizes vividos no passado. Mas também todos já estremecemos com indesejados sentimentos de angústia ou apreensão trazidos por canções ouvidas em circunstâncias não tão favoráveis.

Por ter essas características, podemos muito bem enxergar a música como sendo a máquina fotográfica das emoções: um poderoso instrumento que consegue registrar sentimentos vivenciados num determinado momento, oferecendo acesso instantâneo aos mesmos tempos depois

Sendo assim, por que não começar a utilizá-la de maneira intencional para marcar datas e, até mesmo, construir mais ocasiões especiais? Seja um aniversário em família, ou aquela sonhada celebração de casamento; uma viagem, ou mesmo um simples passeio com os amigos ao entardecer… Um dos grandes presentes da vida é poder recordar de bons momentos que já vivemos, principalmente aqueles desfrutados na companhia de pessoas queridas.

Portanto, nas próximas oportunidades, além da câmera tradicional, leve com você também essa “câmera das emoções” e registre todas as alegrias do momento! Reserve um tempo para selecionar algumas canções especialmente para a ocasião (obs.: funciona melhor com músicas inéditas ou que ainda não foram ouvidas muitas vezes). Fazendo isso, você tornará suas recordações ainda mais significativas e prazerosas!   

Noções básicas de fotografia

Olá! Tudo joia? Que tal aprender algo novo hoje? 🙂

O assunto do post de hoje é  fotografia. Mais especificamente, vamos falar um pouco sobre três importantes elementos de uma câmera fotográfica: abertura do diafragma, velocidade do obturador e ISO. Vejamos do que se trata cada um deles, com seus respectivos efeitos:

  • Abertura do diafragma: o diafragma é a parte principal da lente da câmera. É como se fosse a pupila do olho. Sua função é controlar a quantidade de luz que entra na câmera. Em termos de efeitos fotográficos, quanto maior a abertura, mais desfocado estará o fundo da imagem. Isso permite a criação de imagens com o efeito bokeh, por exemplo. Quanto mais fechado, mais nítida toda a imagem ficará (tanto o que está no plano principal quanto o que está no fundo). A unidade de medida do diafragma é o f-stop. Um diafragma em f/1.4, por exemplo, está bem aberto, enquanto que um diafragma em f/32 está bem fechado. O valor máximo possível de abertura do diafragma é definido pela lente. Quanto maior for essa capacidade, melhor e mais cara será a lente.
  • Velocidade do obturador – o obturador é a “piscada” da câmera. Ele controla por quanto tempo o sensor fica exposto à luz. Quanto mais rápida for essa velocidade, mais “congelada” a imagem. Uma velocidade lenta faz com que seja capturado o movimento da imagem, permitindo efeitos interessantes como véu de noiva, light paiting, star trail e panning. A velocidade do obturador é medida em uma fração do tempo em segundos. Por exemplo, um obturador em 1/1000s está super rápido, ao passo que um obturador em 1/2s já está bem mais lento. Em velocidades lentas, torna-se fundamental o uso de um tripé para se evitar borrões indesejados na imagem.
  • ISO – define a sensibilidade do sensor à luz. Em ambientes com pouca luz (ou quando não se pode fazer uso de flash), é interessante aumentar o valor do ISO para que a foto não fique escura. No entanto, existe um limite. Se o ISO for aumentado muito, a imagem começará a ficar granulada. Como regra geral, em dias de sol, o normal é colocar ISO-100 ou ISO-200. De noite, ISO-450 até ISO-800 pode ser tolerável. Acima deste valor, começa a ter muito ruído na imagem (granulação).

A  figura abaixo resume de uma forma muito bacana o post de hoje. Para quem quer conhecer um pouco mais desses e outros detalhes, indico a apostila da Claudia Regina, que é boa e super rápida de se ler (para fazer o download dela, é só clicar aqui.). Também é possível visualizar a configuração desses valores na legenda de algumas fotos do blog.

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Imagem: http://www.boredpanda.com

O importante é saber que uma boa fotografia é, antes de tudo, o resultado de uma boa composição (os elementos da cena em si); e saber usar adequadamente esses três recursos contribui muito para a criação de composições mais criativas e interessantes.